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segunda-feira, 2 de abril de 2012

SOMOS UM PAÍS LAICO

          Esta postagem que está publicada abaixo, diferentemente das outras publicadas neste blog, não é uma postagem escrita por mim, mas um texto que ví escrito no "PAVABLOG", um texto que fala sobre uma coisa que particularmente acho inadmissível, que é a intolerância religiosa. Pessoas que professam determinadas religiões, querem a todo custo impor a sua crença, nem que para isto tenha que se humilhar, ameaçar e até praticar atos de violência. Fé não é algo concreto, é algo abstrato, sendo assim é uma experiência individual e intransferível, e para se ter fé não necessariamente precisa estar em ambientes religiosos, ou seja, fé é uma coisa, religião é outra. O fato é que o Brasil é uma país laico, não possui religião oficial, e a nossa LEI MAIOR, a constituição garante liberdade de culto e de crença a todas os cidadãos brasileiros, sendo assim é ILEGAL, escolas rezarem, utilizarem imagens, símbolos ou palavras religiosas, principalmente escolas públicas, enfim, em outra oportunidade descorrerei mais sobre este tema, leiam o texto e reflitam.

Professora evangélica prega em aula e aluno sofre bullying na escola 

Texto de Rafael Ribeiro, do Diário do Grande ABC

          Adolescente de 15 anos passou a ser vítima de bullying e intolerância religiosa como resultado de pregação evangélica realizada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares de Santana. Aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo, o garoto começou a ter falta de apetite, problemas na fala e tiques nervosos.

          Ele passou a ser alvo de colegas de classe porque é praticante de candomblé e não queria participar das pregações da professora, que faz um ritual antes de começar cada aula: tira uma Bíblia e faz 20 minutos de pregação evangélica aos alunos. O adolescente, que no ano passado começou a ter aulas com ela, ficava constrangido.      
          Seu pai, o aposentado Sebastião da Silveira, 64 anos, é sacerdote de cultos afros. Neste ano, por não concordar com a pregação, decidiu não imitar os colegas. Eles perceberam e sua vida mudou.
           Desde janeiro, ele sofre ataques. Primeiro, uma bola de papel lhe atingiu as costas. Depois, ofensas graves aos pais, que resolveram agir. “Ficamos abalados”, disse Silveira. “A própria escola não deu garantias de que meu filho terá segurança.”
          O garoto estuda na unidade desde a 5ª série. Poucos sabiam de sua crença. E quem descobria se afastava.Da professora, ouviu que pregação religiosa fazia parte do seu método. Roseli não quis comentar sobre o caso.
          A Secretaria Estadual da Educação promete que a Diretoria de Ensino de São Bernardo irá apurar a história e reconhece que pregar religião é proibido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
           Na escola, os alunos reclamam da prática. “Não aprendi nada com ela. Só que teria de ter a mesma religião que ela”, disse um menino de 16 anos.
          A presidente da Afecab (Associação Federativa da Cultura e Cultos Afro-Brasileiros), Maria Campi, anunciou que dará amplo suporte à família de Magno pelo que o garoto vem sofrendo. “Nossas crianças não têm direito a ter uma identidade. São discriminadas quando usam as vestimentas. Falta estudar mais as culturas africanas”, completou.
          Um registro de ocorrência foi feito no 4º DP (Riacho Grande), e a Comissão de Liberdade Religiosa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e o Ministério Público foram acionados. “O Estado brasileiro é laico e não pode promover uma religião específica através de seus agentes. É preciso compreender a importância do respeito à escolha do próximo”, disse a presidente da comissão, Damaris Moura.
          “Escola não é lugar para se fazer pregação”, definiu Carlos Brandão, doutor em Educação pela Unesp (Universidade Estadual Paulista). “O superior que está permitindo isso não está só indo contra a lei, mas sim prejudicando a moral dos alunos.”
          Até mesmo pais evangélicos de alunos do local criticam a postura. “Nunca foi falado em casa que ela fazia isso. Senão eu reclamaria, é errado”, disse a doméstica Edemilda Silva, 46 anos, moradora do Capelinha. Seu filho, 13, está na 8ª série do Ensino Fundamental e confirmou a atitude da professora. “Se quiser ouvir a palavra, vou na igreja. “

Um comentário:

  1. tolerância religiosa deveria nem ser discutida.. qnto mais intolerância. Hoje sou um cara q entendo que a religião é algo pessoal, particular. Onde se o outro perceber que sou diferente, que bom

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